A vida e seus "super-valores"


Olá a todos ! Pensam que se livraram de mim , que desencarnei ?! Ora ledo engano! Estou mais vivo do que nunca, enfrentando um "leão" que só pensa , só pensa que vai me derrubar, mas no final das contas eu pisarei na cabeça dele mais uma vez! Acho que li isto na bíblia... mas vamos aos trabalhos , hoje ainda em clima de independência ou morte, compartilho com vocês um comentário feito aqui no blog.Isto mesmo um comentário de que tamanha pertinência com o cenário atual e coerência ao que estamos vivendo , que nada mais propício postá-lo em tempos de pão e circo desfiles cívicos e euforia com a conquista da nossa seleção .Confiram e reflitam :

A vida e seus “super-valores”

O mundo é antigo, mas grande parte do que se vive hoje brotou do passado.No caso do Brasil, uma cultura colonial, escravocrata, marcada pela exploração da natureza e por práticas corruptas. De certa forma, sempre houve uma cultura de manipulação e desrespeito. Qual seria o traço marcante cotidiano brasileiro: crianças sendo mortas, corrupção, balas perdidas, pessoas mendigando, milhões de sonegação… Viver está esquisito? Muitos estão se portando acima do bem e do mal como se fossem donos do mundo.

Dinheiro, poder, beleza, nada disso desabsolutiza a finitude da vida. A ciência nunca vai inventar um elixir que ressuscite o corpo morto. A busca desenfreada pelo dinheiro se revela em atitudes corruptas, antitéticas e de esperteza. Estabelecem-se paralelos entre eu e o outro, em uma crise comparativa do valor pecuniário e posição social. Desejar o que é do outro tornou-se mania, que destila veneno na alma.

A dita inveja, de tão cruel e perigosa aplaude as injustiças em detrimento da justiça, de valorização daqueles que, mesmo com caráter duvidoso chegam aos altos postos.


A pactuação com o jogo sujo, de certa forma vai matando a esperança dos brasileiros. Vive-se à espera de um futuro em meio à deslealdade e valores supérfluos. Faz tempo que os meios de comunicação imitam a realidade, invadem as casas e impõem condutas, pensamentos e valores nem sempre éticos modificando os mais puros desejos e sentimentos. Cada vez mais, a sociedade vai se tornando apaixonada pelo virtual, banal e frívolo.

Aqueles que pautam suas vidas pela virtualidade dos meios de comunicação, não assimilaram que desapontamentos e sofrimentos fazem parte de suas vidas. Imitam de tal forma a ficção, que estão em constante atitude de revanche e vingança quando se sentem desfavorecidos e ameaçados. Cultua-se o rancor entre os adultos e as crianças. A autodefesa é conceito de valor repassado às crianças, confundindo agressividade com instinto de auto-preservação.


Muitos sonham com o amor, com a amizade, com a família e com o afeto, mas o moderníssimo mundo é frio, congelante e distante. Nada é mais cruel do que a convivência desleal e marcada pela desconfiança. Como é bom relaxar e desarmar o coração.Amar aqueles que merecem o amor; amar sem esperar recompensas. Tal atitude perdeu sua presença ativa porque a tendência é relativizar as relações e absolutizar a compra e a venda. Quer-se projetar nas relações o que ocorre na lei de mercado.

As relações intersubjetivas exigem, fundamentalmente, autenticidade. Nesse processo, as manipulações e falsidades não têm lugar.A relação sadia é elixir para alcançar a alegria verdadeira. Além dessa relação distorcida entre os homens, esses acabaram por correr desenfreadamente na busca de um adjetivo, que se transformou de individual para geral. Todos padecem das mesmas escolhas.

Os pais já não têm tempo de educar seus filhos e cobiçam os bens de seus vizinhos e conhecidos. Esquecem-se de que quanto mais pautam suas vidas pelo consumo mais se tornam inseguros. Acreditam ser mais felizes não com o que têm, mas sonham com o que é do outro. Olvidam que o sentido da vida está onde menos se espera. Conquistar, usufruir, tornam-se verbos usados diariamente, gramaticalmente corretos ou não.

Vive-se a era do útil, do apolítico, do apático, do neutro. Nessa rotina do “tô nem aí” ou “pouco importa”, o amor nasce velho, pois o “ficar” e o “pegar” o tornou retrógrado. A amizade verdadeira é desacreditada e a ternura tornou-se banal. É preciso que se busque o belo na vida, resgatá-o, por exemplo, na sabedoria, na música, na arte, na literatura; ou seja, como expressão essencial da vida. Basicamente é repensar a vida e procurar vê-la sob um novo olhar.

autoria de Geraldo Felício da Trindade

para contato com o autor deste texto : trindadefilosofia@yahoo.com.br


Mais uma vez agradeço ao Geraldo pelo comentário , espero que todos vocês tenham gostado tanto quanto eu !

2 comentários:

suzana-meirelles on 08 setembro, 2009 disse...

texto perfeito.Os valores invertidos.Ser correto é ser careta.A bunda vale mais que o cérbro.O esperto é melhor que o honesto.Comprar submarino é mais interesante e importante que fazer escola e hospitais com profissionais capacitados.A repercurssão do vestido da Da. marisa é mais importante que o objetivo da vinda de Sarcosi ao Brasil.este deve ter voltado rindo da nossa cara.Enganei mais um trouxa.Assim cvomo Lula ficou aqui rindo da nossa cara,pelo menos dos trouxas a creem em suas balelas de submarini,e pré sal.

Rodrigo on 15 setembro, 2009 disse...

Olá!
Meu seu blog é show, not°10 desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo
Um grande abraço
http://maximumforma.blogspot.com/

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